A Anvisa não aprovou a Coronavac para crianças no Brasil. E agora?

A Anvisa não aprovou a Coronavac para crianças no Brasil. E agora?

19 de agosto de 2021 Blog 0

A solicitação do Instituto Butantan para incluir crianças e adolescentes (de 3 a 17 anos) entre as pessoas que podem receber a CoronaVac no Brasil foi negada unanimemente, ontem (18/08), pelos diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O pedido de autorização havia sido baseado em estudos de fase 1 e 2, publicados em junho na revista The Lancet, que indicam que o imunizante é seguro. Os pesquisadores afirmam que uma forte resposta imunológica foi verificada em 96% dos participantes, porém, de acordo com a Anvisa, o perfil de segurança da vacina não permite concluir quais os riscos para crianças e adolescentes devido ao número considerado insuficiente de participantes nos estudos. Também não foi definida a eficácia ou capacidade de indução de resposta imune pela vacina em crianças com comorbidades ou imunossuprimidas.

A CoronaVac atualmente está em uso para crianças a partir de 3 anos na China.

Outro imunizante que está sendo analisado para uso em crianças no Brasil é a vacina ComiRNAty, desenvolvida pela Pfizer e BioNtech. Em junho deste ano, A Pfizer anunciou os resultados dos estudos de fase 1 da vacina COVID-19 com menores de 11 anos.

Na fase 1 foi avaliada a segurança, imunogenicidade e tolerância de diferentes dosagens (1, 3, 5, 10 mcg), determinando quais as dosagens ideais em diferentes idades para avançar os estudos de fase 2/3.

Para crianças de 5 a 11 anos, a dosagem testada na fase 2/3 seria 10 mcg. Para crianças de 6 meses a 5 anos, a dosagem de 3 mcg é testada na fase 2/3. Adolescentes com 12 anos ou mais já estão recebendo a dose de adulto da Pfizer, que é de 30 mcg. Crianças mais novas possuem sistema imunológico mais eficiente, podendo gerar a mesma proteção com menos antígenos e por isso receberão uma dosagem menor.

Aguardamos ansiosamente os resultados. Força para resistir mais um pouquinho (com a vacinação dos adultos avançando e a dos adolescentes iniciada já avançamos tanto), foco nos cuidados não farmacológicos (uso de máscara, lavar as mãos com água e sabão, uso de álcool em gel, e manter o distanciamento social, na medida do possível) e fé na ciência. A vacina chegará para todos!

P.s.: Antígeno é toda substância estranha ao organismo que desencadeia a produção de anticorpos. O sistema imunológico responde ao antígeno produzindo uma substância chamada anticorpo, e este vai atuar contra o antígeno.

 

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